terça-feira, 29 de julho de 2014

SINTO MUITO


No acalanto do meu travesseiro,
Repouso meus pensamentos. 
Com os olhos fechados começo a rememorar o dia vivido.
Lembro-me do carinho dos elogios recebidos pelo trabalho realizado,
Da importância que dou para cada palavra escutada de quem tanto admiro.
Mas me incomodo quando me coloco à disposição das lembranças 
Que me remetem à ação dos companheiros de trabalho.
Vejo o olhar que censura meu comportamento,
As palavras não ditas que refutam minha postura,
A despedida sem abraços...
Então me reviro na cama e amargo uma chateação...
Será então que estou certa? Será que fui inconveniente com os companheiros?
Fico com a impressão que sou de difícil convivência, 
Que sou mesmo arrogante, prepotente e me envergonho dessa situação.
Parece-me que causei mal-estar quando o que de fato eu pretendia era me aproximar, 
Ser boa companheira, conquistar novas amizades. 
Puxa!, Sinto-me envergonhada e muito triste por pensar que possa ter causado algum mal-entendido.
Mas também me proponho a repensar minhas ações...meus gestos impensados e que espontaneamente 
possam causar estranheza à outros.
Como não deixar que minha timidez ou minha espontaneidade atrapalhem a relação e convivência com outros seres? Como posso me observar antes mesmo de agir?
Sinto muito...
Sei que tudo isso pode até ser impressão apenas, mas também sei que hoje não terei um sono tranquilo.
Ainda que eu entenda que são só impressões minhas ou que tenha provocado a chateação de outros, o mais importante agora é procurar não me colocar nessa condição...para que enquanto seja só uma impressão...não aconteça de fato, mas caso seja um fato...que eu tenha oportunidade de agir melhor e talvez melhorar essa relação.
Sinto muito.

PRONTO, FALEI E VOCÊ...?

O JOGO




Numa exaustiva indecisão 
Entre o desejo e o possível...
Muitas vezes imaginei,
Como conseguiria ter você em meus braços,
Sentir teus lábios tocando os meus, 
Molhados e sedentos de seu corpo.

Fiz planos, ensaiei palavras,
E muitas vezes fui ao seu encontro
Dizendo pra mim... De hoje não passa!

Rascunhei roteiros para minhas falas,
Escolhi meu figurino,Vislumbrei o cenário. 
Tudo daria certo!
Mas ao te encontrar, tudo se dissolvia.
Então entendi que o melhor desse encontro é o jogo, 
Sem ganhador, aplausos ou fim. 
O que realmente importa é a conquista.
                                           

 

SAUDADES DE VOCÊ

Senti saudades sua.
Uma saudade assim ... sem explicação
Daquelas que aperta o peito
E arranca um suspiro profundo...
ai, ai...

Revirei algumas lembranças em meus pensamentos
E encontrei uma preciosidade:
O nosso primeiro encontro.!!!

Quando te vi,
Não sabia como desviar o olhar,
Tentei  disfarçar, engasguei, me desconcertei,
Mas no fundo queria estar ao seu lado
E não entendi o porquê.

Não sabia nada sobre você,
De onde vinha, o que gostava,
Mas o seu olhar fascinante,
Sua voz marcante,
Me atraíram sem que eu conseguisse dizer não.

Que magia é essa???
Como descrever essa atração que nos provoca?
É o fazer questão de mergulhar nessa aventura 
Dangerosíssima de se aproximar do outro,
De estar com o outro, 
Fazendo valer cada momento vivido.

Saudades só se tem de quem se gosta...
Te amo 

Pronto falei e você?

UM DESSES ENCONTROS!

Um encontro sem palavras certas.
Olhares, gestos, delicadezas.
A vontade de estar com você,
Se confunde com o desejo de tocá-lo.
É um misto de incertezas, timidez.
Tanto há para dizer, 
Mas não consigo...
Te sinto tão próximo mas inalcançável...
Quero conseguir te ouvir e decifrar cada palavra, cada frase,
Mas não consigo...

Olho pra você e sinto trêmulas minhas pernas, que disfarço como quem sente frio...
Me perco nos contornos de seus lábios quando você umedece cada pedacinho com sua língua,
Deslizando suavemente me instigando nos pensamentos mais íntimos.
Escapo de nossas conversas e fujo para meus pensamentos e percebo que fiquei sem jeito, por um momento,tentando disfarçar meu olhar e então me escondo em palavras vãs. 

Ah...não sei o que fazer, como me comportar, fico tão confusa...
Será que me percebe?
Ensaio para despir de uma vez por todas esse desejo que sinto por você, mas recuo acanhada. 

Não quero desmanchar bordados te esperando sem saber ao certo de quem estou fugindo.
Mas também não quero ferir meu mundo ideal te tornando real.

Não, definitivamente não. 

Me recomponho e me contenho.
Não será desta vez e talvez nunca será.
Tudo bem.
É sempre uma delícia te olhar, te ouvir, mesmo sem entender ou sem saber o que fazer.

Pronto, falei e você?
Hum...falei???
Ah sei lá!