No acalanto do meu travesseiro,
Repouso meus pensamentos.
Com os olhos fechados começo a rememorar o dia vivido.
Lembro-me do carinho dos elogios recebidos pelo trabalho realizado,
Da importância que dou para cada palavra escutada de quem tanto admiro.
Mas me incomodo quando me coloco à disposição das lembranças
Que me remetem à ação dos companheiros de trabalho.
Vejo o olhar que censura meu comportamento,
As palavras não ditas que refutam minha postura,
A despedida sem abraços...
Então me reviro na cama e amargo uma chateação...
Será então que estou certa? Será que fui inconveniente com os companheiros?
Fico com a impressão que sou de difícil convivência,
Que sou mesmo arrogante, prepotente e me envergonho dessa situação.
Parece-me que causei mal-estar quando o que de fato eu pretendia era me aproximar,
Ser boa companheira, conquistar novas amizades.
Puxa!, Sinto-me envergonhada e muito triste por pensar que possa ter causado algum mal-entendido.
Mas também me proponho a repensar minhas ações...meus gestos impensados e que espontaneamente
possam causar estranheza à outros.
Como não deixar que minha timidez ou minha espontaneidade atrapalhem a relação e convivência com outros seres? Como posso me observar antes mesmo de agir?
Sinto muito...
Sei que tudo isso pode até ser impressão apenas, mas também sei que hoje não terei um sono tranquilo.
Ainda que eu entenda que são só impressões minhas ou que tenha provocado a chateação de outros, o mais importante agora é procurar não me colocar nessa condição...para que enquanto seja só uma impressão...não aconteça de fato, mas caso seja um fato...que eu tenha oportunidade de agir melhor e talvez melhorar essa relação.
Sinto muito.
PRONTO, FALEI E VOCÊ...?



