quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Confesso

Tá. Confesso...
Fui eu mesmo.
Foi sim.
Peguei e chutei.
Joguei longe, escarrei, cuspi.
Também não entendi.
Mas fiz.
E fiz mais ainda,
Grudei de jeito,
Piquei em miúdos,
Cortei os pedaços
Mas não aguentei e vomitei.
Confesso, nem foi tão difícil assim,
Mas fiz.
Sei lá o que me deu,
Tudo era tão, tão, tão demais,
Que não consegui me conter.
Ah vai... Não fica com raiva de mim...
Já passou...
Eu confesso tudo, o que você quiser ... tudinho.
Mas fica comigo mais um pouquinho,
Assim deliciosamente.
Psiu... Fica quietinho aqui do meu ladinho,
E só.
Pronto, falei.

A DICOTOMIA ENTRE CORPO E ALMA

Um dos conflitos mais antigos da humanidade está relacionado a essa dicotomia entre corpo e alma. Num mundo hedonista que vivemos nos dá impressão que isso não seja pertinente, porque as ações estão muito relacionadas ao prazer material. Mas mesmo assim, o corpo perfeito é uma ideia, a alma, que podemos chamá-la de razão também é idealização. Portanto, ainda não houve uma mudança consistente sobre essa questão.
Quando refletimos sobre corpo e alma é difícil não citar Platão, porque é o filósofo que mais trabalhou essa dicotomia. Para Platão existem dois mundos: o sensível, que é o mundo concreto e imperfeito; o inteligível o mundo das ideias puras e perfeitas. Nessa concepção platônica o homem mesmo possuindo a inteligência porque é racional, não chega perto do mundo das ideias puras, porque a nossa racionalidade está cega diante as vicissitudes do mundo sensível. Em suma, Platão percebe o corpo como prisão da alma. Como um grego do seu tempo, ele defende a harmonia das formas, principalmente do corpo, através de atividades físicas que harmoniza a parte corpórea permitindo uma maior liberdade do espírito, ou seja, da razão.
A concepção platônica caiu como uma luva para o cristianismo medieval, no qual afirmavam que o verdadeiro mundo estava na espiritualidade. O sofrimento deveria de ser aceito com resignação, porque faz parte desse mundo imperfeito pelo pecado dos homens.
No século XVII René Descartes afirma a existência divina através de uma concepção do pensamento, princípio no qual o homem tem consciência da sua existência, também, serve para afirmar que existe um ser racional perfeito e criador, no caso Deus. O corpo visto por Descartes é apenas como uma máquina, que não é nada sem a razão.
Mas na mesma época que viveu Descartes havia um pensador que discordava dessa teoria, chamado Spinoza. Para Spinoza nós somos múltiplos, feitos de várias substâncias, não existe separação entre corpo e alma, são unidos. Nessa lógica o desejo faz parte da nossa essência humana, que vai se interessar por tudo que nos dá alegria, facilitando assim, a nossa capacidade de pensar. Spinoza chama isso de Teoria do Paralelismo, em que não há hierarquia entre corpo e alma, eles são correspondentes. O que passa em um manifesta no outro, do seu modo próprio.
A partir do século XIX percebemos o surgimento da utopia da ciência como solucionadora de todos os problemas, principalmente relacionadas ao corpo. Ai há uma mudança de pensamento, no qual, o corpo passa a ter uma credibilidade. Porém, é visto pela ciência da medicina como algo específico. Isso quer dizer se o corpo padece de saúde, a medicina especializada vai tentar solucionar, como trocar ou concertar uma peça de um carro.
Outros pensadores como Nietzsche e Freud irão desmentir as crenças racionalistas, defendendo que a razão consciente não é o centro das decisões. Nietzsche vai afirmar que todo conhecimento é perspectivismo, numa pluralidade de ângulos. O corpo possui conhecimentos que resulta do movimento, da luta do compromisso entre sentidos. Freud nos trás outro termo a psique que não é apenas a pura razão é também o inconsciente. Essa repercute no corpo através da somatização de possíveis traumas da psique.
Uma das possíveis soluções sobre esse tema talvez esteja na perspectiva transdisciplinar, que envolve o corpo e alma, inseridos num sentido de coletividade, porque não nos definimos por si só, mas através da relação com o meio. Tanto corpo como alma (razão), deve ser vistos como potências que estão associadas a desejos e vontades, que se manifestam nas ações criativas, admitindo a complexidade da vida, que não se restringe a corpo e alma, mas parte de um ecossistema que mostra a sua existência num constante movimento.

Pronto, falei.

Marcelo Leal.

TUDO E NADA.


“TUDO E NADA É O QUE PARECE SER"
Lágrimas escorrem pelo meu rosto, produzidas pela decepção de ser enganada brutalmente na construção das ideias. Sou fruto de um mundo enganador, que engana a dor, que o engano é a fonte de sabedoria da qualidade de vida.
Mas vida, é o que a realidade, até onde se possam alcançar, nos permite sentir.
 Se "nada" é o real, o tudo é o que não imaginamos; na dança das verdades que nunca são absolutas, então me pergunto, não existem verdades?
E o que vivemos é uma mentira? 
Doce e gentil no embalo das supostas ideias de se fazer conceber a realidade do meu eu.
Do outro e eu, de todos e de ninguém.
No Antagonismo da agonia do conhecimento, vislumbrar o "poder do saber" é reconhecer que não se sabe de nada, e o que se é, nem ao menos está próximo da verdade.
Eis então o que me resta, roer as unhas e de repente mergulhar na imensidão das teorias que nos levam a prática que nos apontam novas teorias que aperfeiçoam as novas práticas que nos enganam e enganam o saber do conhecer,
Porque tudo é movimento constante, porque o ser humano é mutável e tudo está sujeito ao nada de significados que se resume em abrir os olhos por hoje e viver nesse mundo “matrix”. Hoje faremos nosso melhor, acreditando no ideal de que apenas nos transformando em boas lembranças pra outros, podemos existir.
Por quê? Porque sou assim...

Pronto, falei.

PQP.- FDP - TC - P - A C - SF

Que chato, chato e chato.
Saco, saco e saco.
Hunf...
Porque cargas d’água vocês não fazem o que é preciso?
A gente fala, conversa, avisa, faz acordos e nada.
Nenhuma estratégia funciona,
Chances e mais chances
Mais o que acontece?
Nada, nada, nada.
Cansei...
Ainda que eu pudesse mudar as regras do jogo do que adiantaria?
Regras são sempre regras.
Dói meu rim de tanta raiva que sinto,
Dói muito só de pensar que
Qualquer coisa que se queira fazer é preciso trabalhar com vocês.
Ai ai ai ... Que merda depender de quem não quer fazer.
Que bosta ficar ouvindo as desculpas e
Ainda fingir que acredita nelas.
Que meleca de gente.
Ainda é preciso usar da boa educação senão... Lá vem.
Os mimimis, tititis, tátátás.
Dá pra sair do lugar?!
Se movimente criatura, se mexe, participa, exista...
Exista de verdade, pra valer.
Ah é isso, entendi...
Vocês não querem existir, coexistir, ter importânciaaaa...
Hummm ... sei... Entendi.
Então porque raios vocês insistem em estar aqui?
Dá o fora, rapa fora ...saiiiiiiiiiiiii
Tá bom, tá bom, eu calo minha boca,
Prometo que não vou despejar minha ira, minha inconformação,
Nos ouvidos de quem quer que seja.
Tá, já sei, vou me calar... Fazer o quê!!!
Mas isso saiba vocês que não irá me impedir de proferir em silêncio todos aqueles palavrões que nasceram do meu rim em dores,
Foda-se.
Seus babacas, trouxas, fiid’égua, seus cuzões,
Arrombados (esse aprendi com minha amiga e é muiiito bommm falar),
Filho da outra (porque mãe não merece nenhuma ofensa por conta de vocês),
Vão pra outra que os pariu.

        Pronto, falei

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Você está me provocando?

Ei! Você está me provocando?
Ôpa... Isso é muito bom,
Da um gostinho de dúvida, de acho que entendi.
Dá aquela vontade de ir mais além e saber...
Será possível?
Hummmm, você aí me falando de tantas coisas...
Será que são indiretas?
Ai, ai quanta tolice a minha.
Pode ser que não seja provocação e não seja indireta.
Deve ser coisa da minha cabeça... Ou do meu corpo, será?
Mas está tão gostoso ler suas palavras e imaginar que poderia ser um desejo seu.
Assim como o meu.
Só de pensar que talvez pudesse ser de verdade, eu fico toda boba.
Me dá uma vontade de te ouvir bem pertinho do meu ouvido,
Ui... tô toda arrepiada agora.
Ah vai...deixa eu imaginar qualquer coisa que eu quiser... deixa, vai!
É tudo brincadeirinha não é mesmo?
Não?! Como assim?
Será que eu estou entendendo direito?
Tá me dando um friozinho na barriga...
Ah deixa pra lá.
Não importa o que você quer me dizer, o que vale mesmo é o que eu quero ouvir.
Pronto, falei.

Meu Silêncio


          

          À você minha amiga, irmã, minha idolatrada professora.
          Meu silêncio é apenas de agradecimentos sinceros e muito profundo.
          De verdade.
          Com você aprendi que o valor das palavras está no gesto honesto 
          E na vontade de fazer a diferença.
          Por que você me socorreu quando nada mais fazia sentido, 
          Por isso que continuei este curso e que cheguei até aqui.
          Porque você estava do meu lado, pude existir, coexistir 
          E me sentir amparada, pontuada, equilibrada, com coragem em avançar e resistir.
          Porque você me permitiu ser tua amiga é que consegui avançar, 
          Me sentir segura para realizar o maior dos meus sonhos...ser professora. 
          É por tudo isso e muito mais,
          Que aprendi com você que podemos acreditar nas transformações, 
         Nas reformas e também podemos discordar, mudar de opinião e seguir adiante. 
         Por isso que fico em silêncio, 
         Porque não há palavras para descrever e justificar esse amor que tenho por você.
                                                                                                Te amo pra sempre.

Pronto falei...

Eu quero.

De você quero tudo...
Tudo aquilo que você pode me dar.
Inteiro, de verdade, não pela metade.
Quero ter suas mãos me acarinhando ao te ouvir enternecida.
Me embebedando de suas palavras,
"Daquelas palavras que unem as pessoas"
Quero mais que mãos em mãos, quero sua delicadeza.
Quero tudo...
Teu tempo comigo, dividido, somado, compartilhado.
Ah, quanto quero e quero mais ainda...
Seu cinismo e seu quase sorriso, suas dores...
e bem mais que dores, quero mesmo as lágrimas.
Daquelas que rolam por seu rosto sem que consiga conter.
Quero toda sua emoção comedida, disfarçada, sem medida.
Quero assim, de qualquer jeito, sem pensar, desse jeito
Inquieto, à francesa.
Mas não quero sua alma, porque é sagrada.
Prefiro o profano desejo.
Mas também não desejo seu corpo para não roubar-lhe as asas.
Apenas quero como Platão, que seja perfeito,
Mesmo que só pra mim, porque é.
E assim, bem antes de te querer, de te desejar,
Prefiro o silêncio.