domingo, 22 de dezembro de 2013

ESPELHO

Espelho imagem 469x550 Espelho


Isso é um espelho?
Olá!
Eu sou...hãnnn
Ah, sei lá quem eu sou.
Talvez eu seja o reflexo daquela menina que um dia sonhou em ser como você.
Ou quem sabe sou aquela moça que estava perdida, amedrontada com a vida.
Não sei te responder quem eu sou, 
Mas sei que estou aqui.
E quem está aí ao seu lado?
São as sombras do meu passado?
Não, não, 
Não quero vê-las, não não.
Quanta inocência nesse olhar...
Acreditava que todos eram bons, sinceros,
Que existia príncipe encantado!!!
Ah...quanta ingenuidade.
Ai... isso dói muito...
Dói de doer a alma, de retorcer o estômago.
Quem está aí?
Ei você! 
Oi...
Que saudades de você...
Será que você sabe que eu sempre quis ser assim como você? 
Sempre te achei tão linda, perfeita, encantadora, inteligente e tão amável.
Ah, como sinto tua falta.
Sabe, queria tanto compartilhar com você tantas coisas...
Eu sempre achei que éramos parecidas.
Queria te dizer das minhas novas conquistas,
Que estou seguindo seus passos,
Que estou com medo mas não fico mais amedrontada.
Estou seguindo em frente como você fez.
...
Desculpa, 
Não consigo conter as lágrimas.
...
Sei que um pouco de você está em mim.
Sei que muito de meus sonhos foram construídos quando te ouvia fascinada.
Te fiz minha musa.
Não sei como devo me apresentar à esse espelho que me traz você de volta.
A imagem é turva, fria, e dói muito.
...
Porque você me abandonou assim?
Me enganou com a docilidade do seu carinho.
Minha admiração por você não é importante?
Me confunde aceitando intrigas como verdade,
Me desprezando por falta de utilidade.
Já não faz conta da minha amizade.
Isso é cruel, é triste. 

Vai, vai embora, me deixa aqui...
Você agora é parte das sombras desse passado atordoante.
Vai, dissipa-te.
Nas sombras que restaram não me encontro mais.
Não sei quem sou, 
Ainda!
Mas já descobri que você não faz mais parte da minha vida.
Não existo pra você.
...
Olá!
Ainda estou aqui.
Mas estou aqui inteira.
E desta vez não vou mais fugir, não me esconderei,
Não.
Muito prazer!
Eu sou aquela que sobreviveu apesar de tudo.


PRONTO, FALEI E VOCÊ?






quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

DANÇA COMIGO?


Ensaiei uma valsa pra dançar.
Usei o meu vestido de chita,
Com um laço grande de fita
E te esperei me convidar.

Segurei a barra do vestido
Embalando o meu corpo
Pra lá e pra cá, meio torto.
De um jeito bem comedido.

Tentei te chamar a atenção
Passando a mão no meu cabelo,
Mas fiquei bamba ao vê-lo
Vindo em minha direção.

A valsinha estava acabando
E não sabia o que fazer,
Se fingia não lhe ver,
Ou se ficava disfarçando.

Ai ai ... Suspirei aliviada.
Eita! Que coisa engraçada,
Tremia feita arraiada
E fiquei toda corada.

Elegante e discreto,
O moço chegou mais perto
E foi falando decerto
Que queria me conhecer.

Sorri sem jeito e acanhada.
Quis tanto e agora nada.
Toda desengonçada,
Não sabia o que fazer.

Segurei o vestido de chita,
Cumprimentei o moço, arrependida,
E fui saindo, dividida,
Cabisbaixa, querendo ficar.

Nessa tolice de menina
Com meu vestido de chita
E laço grande de fita,
Deixei a valsa pra lá.

PRONTO FALEI E VOCÊ?


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

SOMOS UM

Um dia,
Uma tarde.
Um momento.

A moça, com seus lindos cabelos avermelhados tonados pelo sol que emoldura sua face.
O moço com seu sorriso delicado, maroto e seu olhar profundo, marcante.
E eu, sem conseguir conter o sorriso no rosto que estampava a minha emoção,
A singularidade desse encontro.
Lembranças que produzimos e somente nos pertence.
São nossos, esses momentos de encanto.
O encantamento que nos direcionou o olhar, as palavras, os sentidos.
Por um momento eu me abstraio e consigo perceber
Entre as palavras mudas de dois amigos,
A emoção e a entrega, a sintonia no olhar, no sentir.
Liberdade.
Liberdade de ser quem quer ser,
Liberdade de sentir o que quer sentir,
A ternura deste encontro.
Um sorriso manso,
Um olhar inebriado pela beleza,
Os ombros relaxados e entregues,
Os lábios balbuciando delicadas palavras.
Abraços confortantes,
Gratidão.
Não sei usar palavras para resgatar o olhar de cada um nesse momento,
Mas pude perceber em cada um a emoção que aflorava
Entre a paisagem no horizonte e a companhia querida.
Almas que se juntam e compartilham.
Um não precisa do outro, mas quer estar junto do outro.
Éramos três,
Mas misturados na poesia desse encontro,
Nos tornamos apenas um.


PRONTO, FALEI E VOCÊ¿

domingo, 8 de dezembro de 2013

ABANDONO


ABANDONO
Que dor é essa traduzida no abandono de si?
Que dor é essa que não te deixa fincar as raízes?
Sinto sua dor e sei que nada posso fazer, porque já está feito.
Não sabia quantas máscaras tem o abandono,
Não pude perceber ainda em tempo de te dizer que você nunca esteve só.
Não te protegi, não fui seu colo, nem sua referência.
Não sabia que você também precisava disso,
 Afinal, era só um ser tão pequenino, tão alegre, tão cheio de vida...
Mas como você poderia dizer sobre sua dor, se ninguém te ouvia, não se importava com você.
Abandonado de propósito, pela ignorância da certeza de estar fazendo a coisa certa pra você.
Não sabia, não entendia, não percebia sua carência.
Abandonado na presença dos que te amam,
Abandonado segurando as mãos dos que pensavam que te protegiam,
Abandonado, mil vezes abandonado,
Mesmo quando estava por perto.
E ainda espera que você pense em si e naqueles que te amam.!?
Como?
Não te ensinamos a confiar, acreditar,
Todos aqueles em que você tentou se apoiar, te deixou ao relento, sem abrigo.
Não te protegeu, não te defendeu das dores do mundo
E não te ensinou a acreditar, ser seguro, desejar, amar...
E agora?
O abandono trouxe as dores.
E devemos nos livrar dela.
Desconstruindo uma história que não tem lastro,
Para reconstruir uma nova história e tentar olhar mais além de nós mesmos.
Sinto muito, 
Me perdoe, 
Te amo, 
Sou grata.
Pronto falei...

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

SE VOCÊ ME QUISESSE...


Queria achar significado pra tudo que eu ouço de você, queria tanto que agora nesse momento em que você lê minhas palavras pudesse entender que é pra você que eu escrevo que é você quem me inspira e faz  meu corpo vibrar de tanto desejo e ainda sentir cada uma das suas palavras como um afago que percorre a alma.
Ah, se você me quisesse agora, eu me entregaria assim, sem pudor, sem medo,
Seria tua mesmo que apenas por um momento,
Mesmo que fosse cruel esse momento, eu me entregaria à você com todo o desejo que nasce do meu corpo e se transforma em palavras.
...
Fico aqui imaginado que se você me quisesse agora e sem dizer nada, apenas se encostasse ao meu corpo e me deixasse sentir o seu desejo por mim,
Enquanto resisto intrigada em pensamentos que me atordoam,
por que meu corpo te quer, te deseja ardentemente, mas nem sei se deveria ceder...
E você nem se importa com meus pensamentos, você percebe que eu te quero...
Então vem e me faz tua, toda tua agora.
Com nossos corações acelerando ao compasso do seu toque, 
Vai me despindo peça por peça da roupa que ainda resta. 
Vem assim, desse jeito seu, misterioso e delicado, mas determinado.
Deixa que eu sinta suas mãos deslizando suavemente pela minha pele 
me deixando sedenta de você.
Vem e me toma nos seus braços, me faz sentir suas mãos me agarrando junto ao seu corpo, quase prendendo meu suspiro.
Deixa seus lábios  encontrar com os meus tão sedentos por sua boca.,
Enquanto nossos corações vão acelerando descompassados.
Sutilmente vai escorregando seus dedos por entre minhas coxas me enlouquecendo, 
enquanto eu te aperto, como se eu te dissesse que ainda é cedo. 
que tenha calma...
Mas não para...
Continue, insista em me tocar, mostre o seu desejo por mim,
 e tire minha calcinha grosseiramente, 
Me diz que eu te pertenço nesse momento.
Jogue-me ao chão delicadamente,
Mas seja impetuoso, assim eu saberei que você será o meu homem e que não poderei fugir, 
mesmo que eu tente.
Beije-me como quem tem sede, 
e devagar desça sua língua até encontrar meus seios e  então me sugue até que você prefira mordê-los delicadamente,
Como se não te bastasse sentir meu desejo por você,
 permita que eu te toque com minha língua, que eu sinta seu gosto na minha boca,
Enquanto eu te escuto sussurrar toda sua excitação sensível a cada lambida que te descobre inteiro e sem pudor,
Não espere mais nenhum segundo...
Vem me sentir, vem assim, inteiro pra dentro de mim e me faça tua.
Deixe que nossa respiração acelere e que apenas o nosso desejo exista
 E tudo a nossa volta desapareça.
...
Me espere mais um pouquinho vai... mas não pare,
Continue assim, cada vez mais rápido e mais forte,
Enquanto sussurro todas as obscenidades que se traduz na minha vontade de você
 Olhe meu corpo todo arrepiado ... ui...
Enquanto meu gemido de prazer ecoa em seus ouvidos do orgasmo que chega 
deixando meu corpo trêmulo.
Mostre-me todo seu tesão agora inundando meu corpo no mais íntimo,
Para que eu te sinta tão quente e tão pulsante que me faz delirar de tanto prazer.
Hummm...
Calma, não fala mais nada, já sentimos tudo o que desejamos.
Apenas se encoste agora em meu corpo inebriado de tanto prazer e se acalme...
Assim, devagarinho, respirando mais calmamente e apenas me beije.
Beije-me assim como eu te beijo, suave e satisfeito.
Olhe-me nos olhos, afague meus cabelos, me abrace e não diz mais nada.
Eu já entendi tudo.
Agora acabou e você vai embora,
Vai me deixar aqui, entre os lamentos da sua partida e a satisfação do desejo.
Tudo bem que seja só por um momento, tudo bem, não importa, no final é sempre assim...
Cada um segue seu caminho até que nossos corpos se encontrem de novo, ou não.

Pronto Falei e Você 



domingo, 1 de dezembro de 2013

O FUNK É O PODER

Agora vai
Lido, comentado, amado e odiado Funk...
Será essa a tal peculiaridade do Funk?
Amor? Ódio? Paixão, certamente...
Será que o Amor e o Ódio
Fazem parte dessa estranha  dialética (apaixonada, obviamente) do Funk?
Será mesmo um paradoxo presente nesses corpos
"Dessa gente bronzeada que quer mostrar seu valor"?
Ah... Dicotomia desgraçada que me impulsiona
A dançar e ao mesmo tempo me diz não!
Resistir, resistir, resistir.
Serão mesmo "corpos indóceis" esses que dançam
E sentem empiricamente o Funk por todos os cinco
Orifícios dos sentidos, que nos afastam da razão?
Serão mesmo "corpos dóceis" esses que utilizam as suas razões puras
E seus "espíritos racionais" para negar o Funk e resistir
Ao chamado da forte batida tocada e cantada pelos Mc’s?
Resistir, resistir, resistir.
Como resistir? Como negar? Quero dançar...
Queremos dançar.
Posso? Devo? Podemos?
Tapo os meus ouvidos?
Não quero ouvir a palavra devassa.
Penso, logo Existo.
Insisto, desisto, me desespero e quero correr para o Baile...
James Brown, Run DMC, Mc Max
O bonde é mesmo das maravilhas?
É som de preto de favelado
De Ser humano humilhado
Que coletivamente dança, rebola,
Desce bate no chão e volta...
Meu Deus o que será isso?
Cultura? Descultura? Incultura?
Tortura insana entre ficar e partir.
Entre dançar e resistir...
"O que será"????
Não sei. Não sabemos.
Mas, queremos... O baile onde está?.
Ouvimos escondidos.
Proibidos. Sofridos e ressentidos.
Engessados e desumanizados...
Peço que o nosso "Santo Descartes"
Ou algum outro deus qualquer,
Nietzschiano,  POR FAVOR,
Transforme essa vontade de potência em puro ato
E nos permita sair pra dançar,
Apenas dançar, prometemos...
Nem tanto ouvir aquela devassa Palavra que fere.
Discurso banal que é vendido feito carne sem valor.
O que fazer meus deuses?
Ser dionisíaco ou apolíneo?
Ser ofensivo ou consciente?
Socorro!!!
Quero sair pra dançar.
Quero não resistir.
Preciso sair para me divertir.
Me deixar levar
Pelas ruas afora.
Pensar, pensar, pensar...
Não posso mais penar.
Fui... Fomos!
O Funk é o Poder.

(palavras de um triste ser humano qualquer que não resistiu à dicotomia corpo-mente)
Rodolfo David 30-05-2013


PRONTO, FALEI.