Agora
vai
Lido, comentado,
amado e odiado Funk...
Será essa a tal
peculiaridade do Funk?
Amor? Ódio?
Paixão, certamente...
Será que o Amor e
o Ódio
Fazem parte dessa
estranha dialética (apaixonada,
obviamente) do Funk?
Será mesmo um
paradoxo presente nesses corpos
"Dessa gente
bronzeada que quer mostrar seu valor"?
Ah... Dicotomia
desgraçada que me impulsiona
A dançar e ao
mesmo tempo me diz não!
Resistir,
resistir, resistir.
Serão mesmo
"corpos indóceis" esses que dançam
E sentem
empiricamente o Funk por todos os cinco
Orifícios dos
sentidos, que nos afastam da razão?
Serão mesmo
"corpos dóceis" esses que utilizam as suas razões puras
E seus
"espíritos racionais" para negar o Funk e resistir
Ao chamado da
forte batida tocada e cantada pelos Mc’s?
Resistir,
resistir, resistir.
Como resistir?
Como negar? Quero dançar...
Queremos dançar.
Posso? Devo?
Podemos?
Tapo os meus
ouvidos?
Não quero ouvir a
palavra devassa.
Penso, logo
Existo.
Insisto, desisto,
me desespero e quero correr para o Baile...
James Brown, Run DMC, Mc Max
O bonde é mesmo
das maravilhas?
É som de preto de
favelado
De Ser humano
humilhado
Que coletivamente
dança, rebola,
Desce bate no chão
e volta...
Meu Deus o que
será isso?
Cultura?
Descultura? Incultura?
Tortura insana
entre ficar e partir.
Entre dançar e
resistir...
"O que
será"????
Não sei. Não
sabemos.
Mas, queremos... O
baile onde está?.
Ouvimos
escondidos.
Proibidos.
Sofridos e ressentidos.
Engessados e
desumanizados...
Peço que o nosso
"Santo Descartes"
Ou algum outro
deus qualquer,
Nietzschiano, POR FAVOR,
Transforme essa
vontade de potência em puro ato
E nos permita sair
pra dançar,
Apenas dançar,
prometemos...
Nem tanto ouvir
aquela devassa Palavra que fere.
Discurso banal que
é vendido feito carne sem valor.
O que fazer meus
deuses?
Ser dionisíaco ou
apolíneo?
Ser ofensivo ou
consciente?
Socorro!!!
Quero sair pra
dançar.
Quero não
resistir.
Preciso sair para
me divertir.
Me deixar levar
Pelas ruas afora.
Pensar, pensar,
pensar...
Não posso mais
penar.
Fui... Fomos!
O Funk é o Poder.
(palavras
de um triste ser humano qualquer que não resistiu à dicotomia corpo-mente)
Rodolfo David 30-05-2013
PRONTO, FALEI.
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