domingo, 8 de dezembro de 2013

ABANDONO


ABANDONO
Que dor é essa traduzida no abandono de si?
Que dor é essa que não te deixa fincar as raízes?
Sinto sua dor e sei que nada posso fazer, porque já está feito.
Não sabia quantas máscaras tem o abandono,
Não pude perceber ainda em tempo de te dizer que você nunca esteve só.
Não te protegi, não fui seu colo, nem sua referência.
Não sabia que você também precisava disso,
 Afinal, era só um ser tão pequenino, tão alegre, tão cheio de vida...
Mas como você poderia dizer sobre sua dor, se ninguém te ouvia, não se importava com você.
Abandonado de propósito, pela ignorância da certeza de estar fazendo a coisa certa pra você.
Não sabia, não entendia, não percebia sua carência.
Abandonado na presença dos que te amam,
Abandonado segurando as mãos dos que pensavam que te protegiam,
Abandonado, mil vezes abandonado,
Mesmo quando estava por perto.
E ainda espera que você pense em si e naqueles que te amam.!?
Como?
Não te ensinamos a confiar, acreditar,
Todos aqueles em que você tentou se apoiar, te deixou ao relento, sem abrigo.
Não te protegeu, não te defendeu das dores do mundo
E não te ensinou a acreditar, ser seguro, desejar, amar...
E agora?
O abandono trouxe as dores.
E devemos nos livrar dela.
Desconstruindo uma história que não tem lastro,
Para reconstruir uma nova história e tentar olhar mais além de nós mesmos.
Sinto muito, 
Me perdoe, 
Te amo, 
Sou grata.
Pronto falei...

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