Que se desnuda diante de mim,
Devolva-me a
paz que eu não conhecia e com esperança a desejava como recompensa.
Me tira dessa
dor que nasce em mim a partir da dor do outro e mate todos os monstros que
rouba a inocência e prolifera nos escombros doentio da aparência inofensiva.
Arranca do
meu peito a vontade do grito que ainda sussurra em meus pensamentos
Deixe que eu
me perca nas lágrimas que contive,
Que não se
enxugue nenhuma gota e seque a fonte do desespero.
Torture, ... despedace...
Desalinhe
essa inconformidade que sinto na desumanização do ser, mas não me deixe naturalizar a crueldade.
Que todas as
sujeiras se transforme em pó e que esta poeira seja um suspiro de alívio.
Que o meu chão se abra
E no precipício transforme o conforto da ilusão
No desconsolo da cruel realidade desumana.
Que o meu chão se abra
E no precipício transforme o conforto da ilusão
No desconsolo da cruel realidade desumana.
Mas me
permita ser eu mesma,
Permita o
choro, as lamentações, as injúrias
Porque não
consigo mais fingir...
É insuportável
arrastar pela longa estrada tanto sofrimento,
Ainda dói...
Eu te vejo.

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