domingo, 26 de janeiro de 2014

DOR NA ALMA POR UM GRITO SUFOCADO.

... 

Me fala na alma que cala
Que se desnuda diante de mim,
Devolva-me a paz que eu não conhecia e com  esperança a desejava como recompensa.
Me tira dessa dor que nasce em mim a partir da dor do outro e mate todos os monstros que rouba a inocência e prolifera nos escombros doentio da aparência inofensiva.
Arranca do meu peito a vontade do grito que ainda sussurra em meus pensamentos
Deixe que eu me perca nas lágrimas que contive,
Que não se enxugue nenhuma gota e seque a fonte do desespero.
Torture, ... despedace... 
Desalinhe essa inconformidade que sinto na desumanização do ser, mas não me deixe naturalizar a crueldade.
Que todas as sujeiras se transforme em pó e que esta poeira seja um suspiro de alívio.
Que o meu chão se abra 
E no precipício transforme o conforto da ilusão 
No desconsolo da cruel realidade desumana.
Mas me permita ser eu mesma,
Permita o choro, as lamentações, as injúrias
Porque não consigo mais fingir...
É insuportável arrastar pela longa estrada tanto sofrimento,

Ainda dói...

Eu te vejo.

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